sexta-feira, abril 29

Os (contra-)tempos dos negócios tecnológicos

Depois de ler uma notícia no Público online sobre o fecho de videoclubes, não pude deixar de pensar na linha ténue entre o antigo e o moderno, entre o tradicional e o que hoje em dia se pensa ser moda.
Como os tempos mudam. E agora parecia uma velhinha. Que engraçado.
O que ontem era aceitável, amanhã já não o é. O que ontem metade da população praticava, amanhã já será substituído por outra coisa qualquer, que se calhar hoje ainda seria impensável.
É a beleza dos nossos tempos.

Dizia então a notícia que, desde há cinco anos para cá, o número de videoclubes em Portugal tinha diminuído de 1800 para 300, segundo a Federação Portuguesa de Editores de Videogramas.
Razões apontadas: Pirataria. Video on demand (oferta de serviços por empresas como a MEO). Mais pirataria. Malditas boxes.

Poderia agora escrever vinte páginas sobre pirataria. Sobre os excessos de oferta que acabam por negligenciar o que antes eram grandes negócios, mas que depois se tornaram pequenos. Poderia transformar todo este artigo numa crítica gigante à pirataria. Mas toda a gente já conhece o caso. Toda a gente conhece os males que a pirataria traz. E agora pergunto: hoje em dia, isso impede alguém de a praticar?

Em vez disso vou fingir que Portugal é reconhecido por todos como sendo uma grande fonte de avanços tecnológicos. Vou fingir que tem o apoio e mérito merecidos e vou falar de contradições de tendências.
Videoclubes online. Assim já ninguém tem de sair de casa para encomendar o que quer que seja, tal como hoje em dia toda a gente gosta.
Lojas com produtos de cinema.
Espaços de cibercafés.

Quando as ideias são muitas, eu diria que até nem é difícil contrariar as tendências e nadar contra a corrente. Quando se tem força de vontade em criar algo que vá contra o que já está estabelecido, eu diria até que se ganha bastante com ideias nunca vistas.
E viva os novos tempos das tecnologias portuguesas.

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