sábado, abril 30

Fim

É óbvio. Tudo o que começa, acaba. É o próprio ciclo da vida.

O que é que correu mal? Corre sempre alguma coisa mal.
Vale a pena pensar nisso? Não muda absolutamente nada.
Culpar alguém? Culpar todos. Não culpar ninguém. Não disse em cima que era o ciclo da vida?
Há responsabilidades? Mais que óbvio.
Há coisas mal explicadas? Ainda mais óbvio.
Confusões com termos ambíguos? Não houve a inteligência.
Perder tempo quando o outro não perdeu? Nunca fui assim. Não há paciência.

Para quem deu, aparentemente, tudo, mudaste para o nada muito rápido.
Eu, ao menos, posso afirmar que dei quase tudo. Há partes que vão e nunca voltam, mas há sempre aquela réstia que permanece em nós, e não sai. Tal como tu ficaste com partes minhas em ti, eu fiquei com partes tuas em mim.
Clichés ou não, a verdade é que 24 horas sobre 24 estive em ti. E tu estiveste em mim. E o que é que sobra quando as 24 horas não se querem partilhar mais? Restam as memórias. As músicas que antes eram escutadas em conjunto, são, agora, apenas escutadas por um. Os lugares, as rotinas, as pessoas. Passou tudo da perspectiva de dois para a perspectiva de um.
Para o pouco tempo que foi, eu, enganada, dei mais do que aquilo que tu deste. Aqui, a burra fui, definitivamente, eu.

E, surpresa, o mundo não acabou.
A vida continua. São clichés por alguma razão. Acontecem demasiadas vezes.

Começo, começo. Afinal de contas, deste mesmo cabo de mim. Não foi foi da maneira que eu estava à espera.

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