Adorava conseguir escrever hoje um enorme testamento cheio de apanhados intelectuais e frases que depois de lidas iludem-me para o facto de achar que sou minimamente inteligente, e de mostrar o quão consciente e actualizada e simpatizante que sou em relação ao que se está a passar por este mundo fora, ou até aqui já na minha rua (e eu a achar que o facto do mundo acabar agora em Maio era rídiculo- se bem que por estes lados já tenha acabado há muito tempo). Mas não vai dar.
Não vai dar, mas o que vai dar é aqui uma linhagem de pensamento que acabei de ter, bastante interessante. Ou nada interessante, fica aí no meio, é como quiserem.
Mas reparem:
Adoro começos, odeio fins. Mas, ao fim e ao cabo, adoro os fins que podem levar aos começos. E acabo por odiar os começos que levam aos fins. Mas, sem os fins que tanto doem, seria impossível empregarmos clichés tipo "life goes on" ou "quando se fecha uma porta, abre-se uma janela", porque se, lá está, não existissem, não haveria começos. Andávamos por aí feitos estúpidos sem saber o que fazer a seguir, ou caídos no chão porque não tinhamos nada de novo que nos fizesse querer levantar.
Por isso, obrigada começo por levares a um fim, e obrigada fim por levares a um começo. Este, eu sei que é bom e já está a dar cabo de mim.
Gostei, Ana! :D agora que começaste, continua. beijinho*
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